Cultura do cancelamento digital reforça importância do setembro amarelo

 Cultura do cancelamento digital reforça importância do setembro amarelo

A campanha de prevenção ao suicídio é um dos meios para conscientizar as pessoas e alertar que não existem dificuldades impossíveis

Em meio ao período de isolamento social, a campanha de Setembro Amarelo ganhou ainda mais força, infelizmente agravaram-se os números de suicídios nos últimos meses, provavelmente causados pela pandemia.  A quarentena já é motivo suficiente para encontrarmos neste ambiente sérias consequências à saúde mental. E não só isso, a cultura do cancelamento dentro das redes sociais digitais também pode ser considerada umas das causas que levam as pessoas a cometerem o ato. A prática de cancelar alguém surgiu na internet, como uma forma de demonstrar que certas opiniões são inaceitáveis. Contudo, o cancelamento as vezes passa dos limites, acarretando em um número maior de pessoas buscando pela aprovação a todo custo. 

Falar sobre a campanha se tornou ainda mais importante, visto que o Brasil já ocupa a oitava posição entre os países que mais cometem suicídios no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O tema merece muita reflexão, uma vez que não existe uma única razão que explique as angústias e sofrimentos das pessoas que decidem pôr fim à própria vida.

De acordo com o Coordenador do Curso de Psicologia, do Centro Universitário Unimetrocamp, Professor José Anizio Marim, “existe um conjunto de fatores que podem levar uma pessoa a cometer o ato de suicídio, entre eles, a depressão e ansiedade que costumam ser consideradas ‘gatilhos’. Um outro motivo pode ser o sentimento que o cancelamento traz. Dentro das redes existe um grande medo de julgamentos, já que estamos constantemente buscando aprovação de outras pessoas.”

“O cancelamento é perigoso, pessoas estão recebendo punições que não merecem, e isso acaba expandindo ainda mais os sentimento de ansiedade e depressão, podendo causar reflexões e mudanças de postura.  Existe também a possibilidade de isso se tornar um estopim para um encadeamento de pensamentos negativos, que devem ser mais evidenciados neste Setembro Amarelo”, completa o professor. 

O intuito do Setembro Amarelo é conscientizar o quanto a vida é importante, e alertar as pessoas de que não existem problemas ou dificuldades impossíveis. Além de dar informações, entender os motivos de cada pessoa, conversar e demonstrar empatia são passos fundamentais para impedir os pensamentos de querer terminar com a vida. 

APOIO

O professor conta que para ajudar e orientar os alunos, dentro do Centro Universitário UniMetrocamp existe o NAC – Núcleo de acessibilidade – que ampara os estudantes que buscam por apoio psicológico recebendo acolhimento e orientação. 

Sobre o Centro Universitário UniMetrocamp

O Centro Universitário UniMetrocamp é referência em educação com qualidade e inovação desde 2002, oferecendo aos alunos educação de padrão internacional, por meio de um corpo docente especializado, infraestrutura de nível mundial – com 29 laboratórios para os cursos específicos, de última geração, 15 laboratórios de informática, 05 clínicas de saúde, bibliotecas com acervo atualizado e salas de aula modernas – além de programas de suporte ao aluno (Care) e programas internacionais, como curso de inglês, intercâmbio e palestras com professores estrangeiros. Com 18 anos de experiência em Campinas/SP, a instituição investe constantemente para formar cidadãos profissionais com experiência de aprendizado internacional, capazes de suprir as demandas do mercado de trabalho, bem como atingir seus objetivos educacionais e de carreira.

Cursos e estrutura

O Centro Universitário UniMetrocamp possui 35 cursos de graduação e 38 cursos de Pós-Graduação nas áreas de Arquitetura, Comunicação, Design, Direito, Engenharia, Gastronomia, Gestão e Negócios, Saúde, Tecnologia e Educação. Com mais de 14 mil m² de infraestrutura de padrão internacional, a faculdade possui 29  laboratórios de cursos específicos, com equipamentos de última geração, 15 laboratórios de informática,  05 clínicas  de saúde, 77 salas de aula modernas e equipadas com ar condicionado e 1 auditório com capacidade para cerca de 250 pessoas.

Raphaela Vitiello

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